Dia 05 de janeiro -  Quarta-feira

DOS LEITORES DOS LEITORES DOS LEITORES DOS LEITORES DOS LEITORES DOS LEITORES

 

Dr. Uebe, obrigada por tudo!

Prefeito Uebe, meus sinceros cumprimentos.

Desejo-lhe ótima recuperação de sua saúde e por tudo que o senhor passou.

Dr. Uebe, escrevo-lhe esta carta parabenizando-o pelos 8 anos de administração de Barretos, por tudo que foi feito em benefício do povo. Se tivesse mais tempo, teria deixado o mandato completamente realizado.

Agora, o senhor vai descansar. O que o senhor tinha para fazer, no seus 8 anos, foi feito. Obrigada por tudo.

Obrigada por tudo que foi feito no Esporte; obrigada pelas creches, em nome de todas as crianças pobres, muitas sem ter o alimento certo em casa. Obrigada por tudo que o senhor fez pelo povo de Barretos.

ATENÇÃO

Obrigada pela atenção dispensada ao público, inclusive por parte de seus familiares. Eu mesma sou uma barretense que sempre batia em sua porta e nunca recebi um não, nem de suas irmãs Miriam e Leila; Nunca recebi um não. Elas sempre deram um jeitinho de atender a gente. Obrigada por tudo isso.

Na minha casa tive muita ajuda. Quando estava construindo, o que me faltava recebia ajuda, porque não tinha condições de comprar materiais de construção. Muitas vezes fui em seu gabinete pedir socorro para adiantar a minha casa, porque não tinha de onde tirar.

Uma vez, fui até a prefeitura. Estava cheia de gente, com umas 30 pessoas. Quando ia chegando a minha vez de ser atendida, as pessoas que estavam ali me perguntaram: "Você não tem medo de conversar com o prefeito?". Eu respondi: "medo? Por que? Ele é uma pessoa humana e se estiver no jeito ele pode arrumar o que a gente precisa".

Falei com o prefeito, expliquei minha situação. Ele providenciou ajuda para aplainar o terreno onde eu ia construir, areia fina, etc., o que fosse preciso. Logo adiantei minha casa. O que precisei, graças a Deus, ele providenciou. Hoje moro no que é meu, mas tive muita ajuda, graças a Deus.

CEMITÉRIO

Eu ia ao cemitério, passava em frente o túmulo da mãe dele. Achava linda aquela árvore que cobre o túmulo. Fui pesquisar para ver se conseguia plantar uma árvore igual no túmulo do meu filho, o Paulinho. Não poderia, porque me pediram um preço que não podia pagar. No Dia das Mães, escrevi para o prefeito e pedi a ele, de presente, uma árvore daquela. Oito dias depois eu fui ao cemitério e estava lá a árvore plantada. Chorei muito e rezei bastante, pedindo a Deus que desse ao prefeito muita luz, muita paz, para iluminar o seu caminho. Presente nenhum substitui aquela árvore plantada naquele lugar.

ORAÇÕES

Depois disso, precisei dele muitas vezes e fui sempre atendida. Por isso, só posso dizer que minhas orações são destinadas a ele. Tenho certeza que foram valiosas para o dr. Uebe. Que Deus ilumine outros caminhos para ele seguir em frente. Mas, acho que sua missão já foi cumprida como prefeito de Barretos. Obrigada dr. Uebe por tudo que o senhor fez, não só a mim, mas para todos os barretenses.

As lembranças ficarão marcadas na memória desta cidade, que o senhor deixou tão bonita. Parabéns Barretos por ter tido um prefeito de quem a gente se orgulha. Parabéns dr. Uebe, um feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz. O senhor pode se orgulhar de ter sido prefeito dessa cidade e de ter deixado uma recordação em cada obra construída.

Obrigada por tudo, um abraço carinhoso para o senhor e toda a sua família.

De sua admiradora Maria Aparecida Siqueira Rodrigues.

 

 

Artigo

Mulheres de verdade

Eu era muito pequeno quando elas foram morar na casinha de esquina, na rua de baixo. Marlene, a grandona e mais velha, era enfermeira no hospital psiquiátrico. Lucimar também, na Santa Casa.

Viviam isoladas, claro. Preconceito é tão antigo quando a História. Mas não eram alvo de chacotas ou pedradas. Até conversavam com nossas mães nas calçadas, quase nunca nos portões. Nossos pais não falavam nada, mas olhavam enviesado.

Um final de tarde, a gente estava jogando bola na rua quando a Kombi azul do Juizado apareceu na esquina. Os caras vinham tomar nossa bola, algum vizinho devia ter reclamado do berreiro e dos nomes.

Marquinhos, que ainda tinha cabelos fartos e pretos, não os ralos e brancos de agora, que ficam rosados quando o sangue lhe sobe à cabeça, pegou a bola e desceu a rua correndo. A Kombi azul foi atrás e Marquinhos, percebendo que não ia mesmo escapar, jogou a bola no quintal da casinha de Marlene e Lucimar, meio segundo antes de um dos caras do Juizado pular em cima dele..

Sem poder passar o portão, o mandão dos caras pegou um galho seco e puxou a bola para perto do muro, onde pôde pegá-la. Nisso Marlene apareceu. Não sei se tinha visto tudo, mas começou a berrar que estavam roubando a bola de seu filho, que estavam batendo nele, devolvessem a bola e largassem seu menino, ele não tinha feito nada, alguém pelo amor de Deus chamasse a polícia, que os ladrões...!

Paralisia geral.

E Marlene gritando: ela tinha comprado a bola para seu filho, queria-a de volta, ladrões de criança, bandidos, covardes, assassinos, agredindo uma mãe de família, onde já se viu...!, e foi agarrando Marquinhos pelo pescoço, como se fosse mesmo mãe dele.

Berrasse "mio bambino", Marlene pareceria uma mãezona italiana possessa, até chorar de esguicho ela chorou. Marquinhos, um sem-vergonha, estava se sentindo um menino adotado de orfanato. Nós fomos chegando perto e umas vizinhas aparecendo com colheres de pau e concha de feijão.

O mandão falou que estávamos incomodando com o barulho, "pois eu prefiro o meu filho berrando e fazendo barulho, assim eu sei onde ele está e o que está fazendo, seu ladrão de bola de criança!", Marlene estapeou com saúde o barrigão do mandão. "Criança quieta ou está doente ou está fazendo arte, devolva a bola do menino!", uma mãe, esta mãe mesmo, deu com uma frigideira no traseiro do mandão e Lucimar, que a gente nem tinha visto chegar, e as outras senhoras foram batendo por conta nos outros, nos mandados assustados.

Valentes para nos amedrontar e tomar nossas bolas, os velhotes covardões enfiaram os rabinhos pelo meio das pernas e trataram de dar no pé, antes que algum homem, um homem mesmo, aparecesse e desse neles como se deve dar em lombo de vagabundo.

Desde aquele dia, se alguém falasse mal de Marlene ou Lucimar, comprava briga de faca com a gente. Eram mulheres muito mais ‘homem ’ que muito marmanjo frouxo que a gente conhecia.

Diorindo Lopes Jr é jornalista

Dia 29 de dezembro de 2004 -  Quarta-feira

 

A Evolução Sexual nos Anos 60

Um outdoor escandalizou a França em 1962. A imagem da mulher nua que ele mostrava, anunciava também a revolução sexual que varreu a década. Na dita "época permissiva", o corpo ganhou evidência.

Mais que uma revolução, os acontecimentos foram uma evolução sexual. Houve conquistas revolucionárias, mas as buscadas transformações radicais ainda estão por fazer. O sexo continua sendo um pecado. Com pena de morte para os abusados e descuidados. Ainda busca sua satisfação nos apelos e sonhos oferecidos pelo erotismo de consumo e na pornografia. A desigualdade dos sexos continua apesar dos contraceptivos.

A pílula foi o primeiro golpe duro que a moral tradicional levou. O sexo se abriu para a sua força vital, o prazer. (Alô, Dr. Freud). Filhos? Melhor não tê-los... Afinal a consciência ecológica já se instalara e era fácil de ver que a espécie humana não estava em extinção.

Os preconceitos foram caindo um a um. O choque entre a resistência das caretices, tabus e a pressão libertadora da época impregnou com sua dinâmica erótica o dia a dia da década. Mulheres e homens, de todos os tamanhos, desnudados e a indicação explícita das zonas erógenas proibidas são explorados a exaustão desde aqueles anos agitados.

A arte discutiu o sexo, tornou-o assunto nobre. O teatro, o cinema, as artes plásticas, a literatura e a música mostraram os gestos extravagantes das pessoas. Eles correspondiam a uma atitude de ruptura com o já visto (e experimentado). Faziam parte de um estado de espírito geral. Afinal, diria um artista qualquer da época, o sexo é uma perene fonte de prazer estético. Esse estado de espírito era decorrente do enfraquecimento das regras religiosas e morais, da produção em massa e a venda a preços módicos dos anticoncepcionais e preservativos e pelas novas condições impostas pela sociedade industrial e de consumo.

Com o Saint-tropez a barriga ganhou charme. O umbigo virou fetiche. Depois a mini saia mostrou o joelho. Coisa sem graça até então, que ficava a meio caminho de territórios selvagens, nem sempre abertos à exploração. Mas a mini foi subindo e subindo e naqueles anos não consegui passar da distância regulamentar. Derepente: o top-less. Uma sensação. Assim o corpo foi sendo vestido num dia, desnudado em rasgos no outro, enrolado em enganadoras roupas cor de carne, justas como a própria pele, coberto com escamas de metal que fragmentam os trejeitos. Magro e jovem, de preferência, ele nunca mais saiu de cartaz.

Pedro Perozzi

Dia 28 de dezembro de 2004 -  terça-feira

Dia 23 de dezembro de 2004 -  Quinta-feira

 

Milton Ferreira

Ex-prefeito e professor

 

Isto é o Espiritismo

"Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa-vontade para com os homens".- Lucas, 2:14.

"As legiões angélicas, junto à manjedoura, anunciando o Grande Renovador, não apresentaram qualquer palavra de violência.

Glória a Deus no Universo Divino.

Paz na Terra.

Boa-vontade para com os homens.

O Pai Supremo, legando a nova era de segurança e tranqüilidade ao mundo, não declarava o Embaixador Celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

Nem castigo ao rico avarento.

Nem punição ao pobre desesperado.

Nem desprezo aos fracos.

Nem condenação aos pecadores.

Nem hostilidade ao fariseu orgulhoso.

Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro Divino, pelas mãos de Jesus, - para o serviço da Boa-Vontade.

A justiça do "olho por olho" e do "dente por dente" encontrara, enfim, o Amor disposto à sublime renúncia até à cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram júbilo inexprimível.

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

O algoz seria de piedade.

O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundice.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, relevando-a, transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.

Natal! Boa Nova! Boa-Vontade!...

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus, sob os esplendores de um novo dia".

Notícias

* Êxito total a Gincana realizada pela Sociedade Espírita - "25 de Dezembro", encerrando suas atividades anuais. As três equipes se esmeraram e o resultado foi excelente. Foram conseguidas, na prova filantrópica, 441 cestas básicas, que vão favorecer as centenas de famílias cadastradas.

* O Jantar de Confraternização realizado no dia 17, também não ficou atrás. Cerca de 180 pessoas, entre diretores, freqüentadores e familiares, lotaram o galpão de eventos da "25 de Dezembro", quando, além da alegria e fraternidade reinantes, dezenas de brindes foram sorteados. Uma festa!

* Desejamos a todos os nossos leitores um Natal bem cristão, onde a presença do aniversariante seja sentida de verdade, com a confraternização da família, num ambiente de paz, equilíbrio e muito amor.

Pensamento da semana

"Amai-vos uns aos outros, como muito vos amei". - Jesus.

Dia 22 de dezembro de 2004 -  Quarta-feira

 

Dia 21 de dezembro de 2004 -  Terça-feira

 

Aos trabalhadores de Frigoríficos de Barretos

Comunicado

Tomamos conhecimento que a Diretoria do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Barretos, especialmente seu Presidente, Sr. Luiz Carlos Anastácio, vem sofrendo críticas pelos acordos celebrados com os Frigoríficos da cidade, sob argumento de serem inferiores aos celebrados por esta Federação e outros Sindicatos filiados no Estado.

Cumpre esclarecer, primeiramente, que as datas-base são bem diferentes, pois a da Federação é Maio enquanto de Barretos é dezembro, o que torna difícil qualquer comparação, até porque os índices de custo de vida não são iguais. Por diversas vezes, a pedido do Sindicato de Barretos, tentamos unificar a data-base, mas os empresários de Barretos, através de sua entidade de classe, se recusam terminantemente.

Essa situação a atual administração do Sindicato de Barretos recebeu das administrações anteriores, e pelo que sabemos, nos últimos quarenta anos sempre foi assim.

Para a diretoria da Federação, a atual administração do Sindicato de Barretos é vista como eficiente, pois seus diretores, a qualquer problema sindical-trabalhista, procuram orientação junto aos nossos quadros, sempre à busca do que há de melhor para a categoria. Além disso, embora parcos seus recursos, tem propiciado aos trabalhadores uma gama de atendimentos sociais, suprindo deficiências do serviço público, notadamente nos setores, médico, odontológico e jurídico. E isso, vale lembrar, mesmo depois de o Sindicato Ter excluído de sua base territorial as cidades de Olímpia e Severínia.

A Federação tem por norma não interferir em assuntos internos de seus filiados, mas não podemos negar o valor ético que o Sr. Luis Carlos Anastácio tem demonstrado nas reuniões que participa junto a esta Federação e demais Sindicatos do grupo no Estado, procurando, sempre, cumprir suas obrigações estatuárias e legais com muita responsabilidade.

Prezado Trabalhador Barretense dos Frigoríficos: Não dê ouvidos a futricas, pois isso, além de não levar a nada, só acarreta prejuízos ao Sindicato, que é a sua casa. Vá ao Sindicato, participe, converse e tire suas conclusões!

São Paulo, 20 de dezembro de 2004

Melquíades de Araújo - Presidente da Federação

Dia 16 de dezembro de 2004 -  Quinta-feira

 

Milton Ferreira

Ex-prefeito e professor

 

 

Isto é o Espiritismo

No jornal "O Semeador" deste mês, André J. Martinez faz interessante reflexão sobre o Natal. Vejam:

"Quando o Natal se aproxima no calendário, o homem comum, inexplicavelmente, vai tornando-se mais sensível à renovadora mensagem de Jesus.

São campanhas fraternas que buscam repartir o pão; são propósitos renovados sob a inspiração da paz; são festividades de sensibilidade artística a espalhar o belo entre os semelhantes; tudo para comemorar a singeleza de um menino que há dois mil anos se fez homem exemplar, mas que continua a ser lembrado como uma criança pura, nascido num leito de palha, como a nos alertar que mais importante que o conforto do corpo é o amor que nos envolve a alma.

Não há criatura que não seja tocada, de alguma forma, pelo "espírito do Natal".

Mas, ainda hoje, a visão do Cristo pela ótica do homem comum, se mostra desfocada da realidade.

Há quem apele a Jesus como remédio de todos os males, sem buscar extirpar as feridas do egoísmo e da maldade que lhe contaminam a alma, esquecido de que o remédio do Cristo é sua mensagem de amor...

Há os que cobram dele respostas imediatas para os contratempos mais comezinhos, qual se Ele fosse lacaio das infantilidades de uma criança mimada. Não percebem que Jesus comunicou-nos nossa própria origem divina - "Vós sois Deuses" - conferindo-nos todo o poder de mudar nosso hoje através da retidão mental.

Há ainda os que carregam a vaidade tola de querer deter exclusivamente a verdade de sua mensagem, em postura salvacionista e condenatória de quantos lhes sigam cegamente, desatentos de que a diversidade de interpretações da celeste mensagem do Evangelho jamais inclui o desamor.

O aprendiz atento da Boa Nova já percebeu, porém, que Jesus é nosso irmão mais velho em evolução, mais preparado em sabedoria, mas acima de tudo, um irmão com quem se pode contar.

Por ter sido homem como nós todos, apesar de sua imensa evolução, tornou-se mais próximo de nós e de nossas fraquezas e, por isso, nos compreende, alenta, consola e estimula a todos, entendendo-nos a fragilidade sem nos negar as lições. Pedagogo por excelência, não nos carrega nos braços, não nos preenche de facilidades, não nos mima ou regala favores imerecidos. Nos quer melhores e maiores pela experiência diária da prática de sua mensagem, esperando pacientemente que a entendamos em todas as suas dimensões.

Comemorar o Natal de Jesus, portanto, é festejar sua presença em nossa família, como um irmão muito caro. Um Ser que dispensa a todos quantos lhe busquem a palavra, a mesma lição por roteiro único de felicidade perene: amar, amar e amar".

 

NOTÍCIAS

* Hoje será encerrada, com grande vibração, a Gincana que a Sociedade Espírita "25 de Dezembro" vem realizando desde segunda-feira. São três equipes que estão se esmerando nas provas apresentadas. No encerramento de hoje, teremos a prova de cultura sobre a vida e a obra de Allan Kardec e a prova filantrópica com o maior número de Cestas de Natal. Começa às 19h30. Imperdível!

* O Lar da Criança realizará a festa de formatura da Pré-Escola no próximo dia 17, amanhã, às 19h30 e no dia 21 a Festa de Natal das Crianças, a partir das 11h00.

* Amanhã o Centro Espírita de Caridade "Redentor" fará a confraternização de sócios e freqüentadores, com a presença do Coral "Jerônimo Mendonça". Às 20h00.

* O Centro Espírita "Bezerra de Menezes" estará encerrando as atividades sociais e de estudos no período de 19 a 21, incluindo um almoço de confraternização.

 

PENSAMENTO DA SEMANA

"Glória a Deus nas alturas, paz na Terra e boa-vontade para os homens". - Evangelho.

Dia 15 de dezembro de 2004 -  Quarta-feira

 

Jubileu de Ouro

Hoje eu completo meu Jubileu de Ouro como professor, já que recebi meu diploma no dia 15 de dezembro de 1954, na Escola Normal, depois Instituto de Educação "Mário Vieira Marcondes", nosso querido "Estadão".

Por isso, nesta data de júbilo, quero homenagear meus colegas de formatura, publicando nossa "foto oficial". Uns já desencarnaram, quase todos se aposentaram e uns poucos, como eu, continuam dedicando seu labor, sua cultura, sua didática, às crianças, aos adolescentes, aos jovens.

Foram colegas maravilhosos, que tiveram influência na minha formação de cidadão, bem como os queridos professores que nos orientaram para sermos bons profissionais.

Colegas queridos, rememorando, faz de conta que estamos na sala de aula ouvindo a chamada: Albíria Therezinha Falcão, Alice Serva Gomes Miguel, Donato Rodrigues, Dora Bachelli, Doraci Mateus, Eneágar Toledo, Érica Luiza Sablewski, Eunice Curtis, Eva Maria, Horácio Rodrigues Castanheira, Irma Garcia, Jacira Barros, Janete Miziara, José Rosalino, Leonildes Silva, Lourdes Peaguda, Luiza Farina, Maria Aparecida de Ávila, Maria Inês, Maria José Pedroso, Milton Ferreira (sou dos homens o 1º da última fila), Odilete Poletti Camargo, Rogério Ricardo de Toledo, Rosa Calochi, Selma Ubida, Tereza Furini, Terezinha Rocha, Vera Borges e Zuleica Borges Gouveia.

Alguns não responderam presente por estarem na Escola do espaço, mas que continuam presentes em nossas lembranças. Aos que estão ainda em nossa cidade, rendo minha homenagem e reafirmo minha saudade.

Jesus possa abençoar a todos vocês pela amizade e carinho que sempre me dedicaram. E pelo muito que fizeram pelas crianças do nosso Estado.

Prof. Milton Ferreira

Dia 14 de dezembro de 2004 - Terça-feira

Dia 12 de dezembro de 2004 - Domingo

 

Paulo Afonso Caetano

Cap. PM Comandante

 

Dicas de segurança

Ao sair de casa verifique se todas as portas e janelas estão bem trancadas;

Antes de abrir o portão, certifique se há alguma movimentação de pessoas em atitude estranha próximo à residência. Caso isso ocorra não saia, acione a Polícia militar pelo fome 190;

Ao atender um chamado no portão não abra sem antes pedir para a pessoa que está do lado de fora se identificar. E se tratando de pessoas desconhecidas, tais como: vendedores, entrega-dor de panfleto, etc, não deixe que entrem em sua residência, atenda-o lá fora mesmo. Se insistirem em entrar ligue 190;

Quando estacionar seu veículo não deixe em seu interior nenhum objeto que chame atenção, tais como: bolsas, carteiras, tapes, maletas, malas, ternos, óculos de sol, e outros objetos de valor;

Ao dirigir não deixe os pertencentes de valor em cima dos bancos, coloque sempre no assoalho ou no porta-malas;

Tente evitar retirada de dinheiro em caixas eletrônicos fora do horário de expediente ou em locais muito desertos. Tire somente o necessário, não conte o dinheiro fora do caixa ou dentro do veículo, e verifique se você não está sendo observado por alguém. Evite andar com grande soma em dinheiro;

Em transportes coletivos, filas de bancos, de lojas, e em lugares de grande concentração de público, segure a bolsa na parte da frente do seu corpo, e em casos de carteiras use os bolsos da frente da calça;

Não pare nas ruas para conversar com estranhos, principalmente quando estiver portando quantias em dinheiro. Em caso de uma informação, peça ou faça rapidamente sem prolongar o assunto. POR MAIS QUE AS PESSOAS ESTEJAM BEM VESTIDAS OU TENHAM UM BOM PAPO, A PREVENÇÃO CONTINUA SENDO O MELHOR REMÉDIO.

 

 

A questão do lixo em Barretos

Em Barretos ainda não há coleta seletiva do lixo mas espera-se que este processo seja iniciado no próximo ano.

A criação de políticas ambientais nos países desenvolvidos despertou o interesse da população brasileira, inclusive a barretense, pela questão dos resíduos sólidos e pela preservação do meio ambiente.

O aumento da quantidade de lixo por habitante produzido na cidade, fruto do modelo de alto consumo da sociedade capitalista começou a preocupar ambientalistas e a população, tanto pelo seu potencial poluidor quanto pela necessidade permanente de identificação de um sítio para aterro dos resíduos.

Entre as alternativas para o tratamento de redução dos resíduos sólidos urbanos, a reciclagem é a que desperta o maior interesse na população, principalmente pelo seu forte apelo econômico e ambiental.

Outro aspecto relevante é que a implantação de programas de reciclagem estimularia o desenvolvimento de uma maior consciência ambiental e dos princípios de cidadania por parte da população barretense.

O grande desafio para a implantação de programas de reciclagem em Barretos é buscar um modelo que permita a sua auto-sustentabilidade econômica. Os modelos mais tradicionais, implantados em países desenvolvidos, quase sempre são subsidiados pelo poder público e são de difícil aplicação em países em desenvolvimento.

Embora a escassez de recursos dificulte a implantação de programas de reciclagem, o município de Barretos vem procurando modelos alternativos adequados às suas condições econômicas.

Porém, de acordo com as pesquisas realizadas, o município conta apenas com catadores liberais e independentes, não possuindo cooperativas que organizassem estas pessoas. Estas pessoas catam e revendem os materiais para compradores de cooperativas e estes, por sua vez, os revendem por preço mais alto.

Alguns municípios têm procurado dar também um cunho social aos seus programas de reciclagem de lixo, formando cooperativas de catadores que atuam na separação de materiais recicláveis existentes no lixo.

A principais vantagens da utilização de cooperativas de catadores são: a geração de emprego e renda; o resgate da cidadania dos catadores, em sua maioria, moradores de rua; a redução das despesas com programas de reciclagem; a organização do trabalho destas pessoas nas ruas, evitando problemas na coleta de lixo e o armazenamento de materiais em logradouros públicos; a redução de despesas com a coleta, transferência e disposição final dos resíduos já sólidos separados e que, portanto não serão coletados, transportados e dispostos em aterro pelo sistema de limpeza urbana da cidade.

Essa economia pode e deve ser revertida para as próprias cooperativas, não exatamente na forma de recursos financeiros mas sim em investimentos em infra-estrutura como galpões de reciclagem, carrinhos padronizados, prensas, elevadores de fardos, empilhadeiras e roupas adequadas, de modo a permitir melhores condições de trabalho e a valorização dos produtos catados no mercado de recicláveis.

É importante que os municípios que optem por este modelo ofereçam apoio institucional para a formação das cooperativas, principalmente no que tange à cessão de espaço físico, de assistência jurídica e administrativa para a legalização e como já dito antes, fornecimento de alguns equipamentos básicos como prensas enfardadeiras, carrinhos, etc..

Um dos principais fatores que garantem o fortalecimento e o sucesso destas cooperativas é a boa comercialização dos materiais recicláveis.

Os preços serão tão melhores quanto menos intermediários existirem no processo até o consumidor final, que é a indústria de transformação (fábricas de garrafas de água sanitária, por exemplo).

Para isto é fundamental que sejam atendidas às seguintes condições: boa qualidade dos materiais (seleção por tipo de produto, baixa concentração por impurezas e formas adequadas de embalagem / enfardamento); escala adequada de produção e de estocagem, ou seja, quanto maior a produção ou estoque à disposição do comprador, melhor será a condição de comercialização; regularidade na produção e / ou entrega ao consumidor final

Estas condições dificilmente serão obtidas por pequenas cooperativas, sendo uma boa alternativa a criação de centrais para a negociação direta com as indústrias transformadoras, com melhores condições de comercialização.

Após a implantação de uma cooperativa de catadores é importante que o poder público continue oferecendo apoio institucional de forma a suprir carências básicas que prejudicam o bom desempenho da empresa, particularmente no início de sua operação.

Dentre as principais ações que devem ser feitas no auxílio de uma cooperativa destacam-se: apoio administrativo e contábil com contratação de profissional responsável pela gestão da cooperativa; criação de serviço social com a atuação de assistentes sociais junto aos catadores; fornecimento de uniformes e equipamentos de proteção individual; implantação de atividades de caráter educativo como: cursos de alfabetização e programas de educação ambiental.

Em fase inicial, considerando a pouca experiência das diretorias das cooperativas, o poder público poderá também auxiliar na comercialização dos materiais recicláveis. Caso haja dificuldade, fruto de variações no mercado comprador, é recomendável que a cooperativa conte com um pequeno capital de giro de forma a assegurar um rendimento mínimo aos catadores, até o restabelecimento de melhores condições de comercialização.

A catação de lixo está se tornando um negócio viável e rentável, que pode tirar da miséria uma parcela da população que já vive muito próxima do lixo, com pouca saúde, pouca educação e nenhuma dignidade. Vamos pois nos empenhar todos na diminuição da produção de lixo e na reciclagem daquilo que necessariamente foi gerado, em respeito à Natureza e também aos nossos iguais, humanos habitantes deste Planeta.

Aparecida Donizete de Lima, Sheila Horácio, alunas da UNIFEB

Dia 11 de dezembro de 2004 - Sábado

Maria Regina Canhos Vicentin é Psicóloga, Bacharel em Direito

 

Fim de Ano

Hei, você está triste? Sente algo apertando o seu peito, algo que o faz ter vontade de chorar? Uma nostalgia inexplicável por alguma coisa que você não sabe bem o que é? Com a aproximação do fim de ano muitas pessoas se sentem assim como você, tristes. Algumas delas têm motivos bem razoáveis para se sentirem dessa forma, outras não conseguem entender porque, de repente, sentem-se perdidas e ensimesmadas, queixando-se de um vazio que não conseguem explicar de onde vem. É; o final do ano traz questionamentos íntimos e muitas, muitas lembranças. Tempo bom que se foi, gente querida que já não está próxima, pessoas da família que deixaram este mundo, infância triste e sem brinquedos... Privação em todos os sentidos, contrastando com a exuberância que algumas famílias podem desfrutar. Gente, cada um tem a sua história de privação. Alguns privação financeira, outros afetiva, tantos com desilusões de comover profundamente qualquer coração atento. A vida é isso aí! Um dia rir, outro chorar. Tantos planos não chegaram a se concretizar este ano, tantos sonhos... Desejos escondidinhos dentro de um peito esperançoso e suplicante. Você não está sozinho, não! Eu estou aqui e sou como você. Também tenho sonhos que não aconteceram. Ainda não, mas amanhã...

Se aquela pessoa que você ama não está mais ao seu lado, é realmente uma pena. Pense nela com carinho e entenda que foi preciso que ela se afastasse. Às vezes, um pequeno afastamento é necessário para que aprendamos a valorizar tudo aquilo que conquistamos um dia. Às vezes, um grande afastamento é necessário para que aprendamos a caminhar com as próprias pernas, assim como o outro. Às vezes, um definitivo afastamento é necessário quando a missão já foi cumprida e é chegada a hora de descansar um pouco, enquanto tudo ao redor se transforma.

Os afastamentos, como as privações, também fazem parte da vida. E, talvez, estes sejam tão dolorosos quanto aqueles. Só que doem mais quando chega o fim de ano. Muitas lembranças atormentam e tiram a paz. Procure confortar seu coração. Quem ama, normalmente é amado. Não importa se aqui, ali, ou lá. O que importa é que, em algum lugar, alguém também está amando muito você. Sossegue assim, na certeza desse amor recíproco. Amor que supera o tempo e o espaço. Que apenas existe! Uma vez li que as despedidas são necessárias para que tornemos a nos encontrar, e que encontrar-se um dia é certo para aqueles que se amam. Você quer coisa mais linda que isso?! Sabe que eu acreditei no Richard Bach. Acreditei e acredito. A gente ainda se encontra por aí, ou por lá.

Muitas vezes gostaríamos de fazer nossa melancolia passar, mas ela parece não nos obedecer. Insiste em ficar agulhando e enchendo os olhos de lágrimas. Bem, já que está tão difícil de fazer passar a sua tristeza, que tal minimizar a tristeza alheia? Você nem imagina como pode ajudar nesse sentido. Muitas das privações que você teve um dia podem ser minoradas no outro simplesmente com a sua ajuda. Você estará contribuindo para que alguém não se sinta frustrado hoje e amanhã. É mais fácil do que pensa e tem a vantagem de beneficiá-lo, pois toda vez que essa pessoa sorrir você vai sentir que teve participação nisso. Com o passar dos dias, verá como nos importando com os outros temos menos tempo para dedicar às nossas tristezas e aborrecimentos. Você precisa disso. Mudar o foco; esse é o segredo. Deixe de focalizar você, a sua tristeza, a sua melancolia, a sua dor... Focalize o outro que você quer ajudar, o seu sorriso, a sua gratidão, o seu bem-estar... Verá que o fim de ano não é nenhum bicho de sete cabeças. É apenas um tempo de reflexão e aprimoramento, aprendizado e mudança de vida.

Dia 10 de dezembro de 2004 - Sexta-feira

 

Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou e proclamou a "Declaração Universal dos Direitos do Homem". Este documento reconhece a dignidade inerente a todos os membros da família humana e seus direitos iguais e inalienáveis. E é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.

A declaração assegura que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Todos têm direitos sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

E mais, todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. A quem for acusado de algum ato delituoso é assegurado o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias a sua defesa.

Outro direito fundamental afirma que ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques a sua honra e reputação. E todo o homem tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. É reconhecido que a família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

É reservado a todo o homem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

E quanto ao trabalho, é assegurado a todo o homem que, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho e que a remuneração seja justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como a sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. E como proteção, terá direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. Todo o homem tem direito a repouso e a lazer, inclusive, a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

E tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.

Sobre a educação, todos têm direito à instrução, que será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnica e profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

A Declaração tem mais de meio século e o Brasil posa como um dos países que não respeitam os Direitos Humanos. O desrespeito a esses direitos é de nossa responsabilidade, já que as autoridades refletem as nossas manifestações.

Mário Eugênio Saturno é Tecnologista, Professor e congregado mariano.

Dia 9 de dezembro de 2004 - Quinta-feira

 

Milton Ferreira

Ex-prefeito e professor

 

 

Isto é o Espiritismo

O Espírito de Joanna de Angelis comenta o nascimento de Jesus:

"...A Judéia era toda um deserto de sentimentos, onde a vaidade e a prepotência, a usurpação e o desmando instalaram suas tendas.

Foi nesse lugar, assinalado pelos azorragues do sofrimento, que nasceu Jesus. Para atender às exigências de César, quanto ao censo, seus pais foram a Nazaré e, em uma noite de céu de turqueza, salpicado de estrelas luminíferas, visitado por ventos brandos e frios, Ele chegou ao campo de batalha, para assinalar a Era Nova e dividir os fatos da história.

Sua noite fez-se dia de eterna beleza e o choro, que lhe caracterizou a entrada do ar nos pulmões, tornou-se a música que Ele transformaria nas almas em sua incomparável sinfonia, logo depois... Nunca mais a humanidade foi a mesma, a partir daquele momento..."

A. Merci Spada Borges escreve sobre o Natal:

"O Natal é uma data significativa em todos os países onde predomina o Cristianismo, pois comemora-se o nascimento de Jesus. Cantada em prosa e verso por vários Espíritos luminares, essa data desperta a alma, induzindo todos à fraternidade, à caridade, ao amor.

Nos dias que antecedem o Dia de Natal, a ambiência da terrra ganha uma vibração mais agradável, mais feliz; as pessoas, em geral, demonstram maior alegria e bem-estar. Todavia, o Natal, para muitos, ganhou conotação de consumismo, em que lautos banquetes e numerosos presentes embaçam o brilho dessa data singular em que o aniversariante é esquecido."

Assim, para melhor comemorarmos esse auspicioso evento, volvamos os nossos olhares e os nossos sentimentos para a figura de Jesus, meditando sobre os seus ensinamentos, suas parábolas, seus exemplos nas diversas situações da vida e transformemos o Natal num banquete espiritual, confraternizando-nos com todos os que nos cercam.

 

NOTÍCIAS

• Como acontece todos os anos, já está funcionando no Shopping, o Bazar de Artesanato do Lar da Criança. É uma oportunidade para colaborarmos com o Lar, adquirindo coisas lindas e confeccionadas com muito amor.

 

• Foi um sucesso a 18ª Feira do Artesanato da Sociedade Espírita "25 de Dezembro", realizada no último sábado. Centenas de pessoas prestigiaram a promoção. E agora, de 13 a 16, teremos a realização de uma Gincana Cultural e Filantrópica, que está movimentando todos os sócios e freqüentadores.

 

• No próximo sábado, dia 11, o Centro Espírita "Deus é Luz" fará uma festa de confraternização.

 

• Os espíritas de Jaborandi realizarão a VII Feira do Livro Espírita, na praça principal, de 13 a 18 de dezembro.

 

MENSAGEM DA SEMANA

"Não há outro caminho: a escolha de como e quando Jesus entrará definitivamente em nossos corações, é tarefa de cada um e, portanto, intransferível e solitária."- Leda Maria Flaborea.

Dia 7 de dezembro de 2004 -  Terça-feira

Dia 5 de dezembro de 2004 -  Domingo

 

Mais emprego, menos dinheiro

A notícia trouxe alento para quem busca seu espaço no mercado de trabalho: o desemprego em outubro chegou à menor taxa desde 2000, passando de 17,9% da População Economicamente Ativa (em setembro) para 17,6%, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. Na prática, isso representou a criação de quase 250 mil novos empregos na Grande São Paulo.

Mas essa recuperação econômica veio acompanhada de um contraponto preocupante. Enquanto o emprego subiu, a renda média do trabalhador caiu 1,6%, pela terceira vez consecutiva. Sinal de que as novas vagas provavelmente são informais ou pouco qualitativas, com rendimentos baixos e poucas garantias legais para o trabalhador. É, também, uma confirmação de que os empregos existentes estão cada vez mais precários, seja por causa de acordos para a redução de salários e direitos, seja pela terceirização de funcionários.

Encurraladas pelo aperto econômico e pelas crescentes obrigações fiscais impostas pela sede arrecadatória do poder público, as empresas brasileiras trabalham com margens de lucro cada vez menores. Diante das caríssimas exigências trabalhistas impostas pela Consolidação das Leis do Trabalho (que encarecem em até 40% a geração de uma vaga formal), os empresários optam por evitar o vínculo empregatício com novos contratados ou sacrificar parte do pagamento destes para cumprir as exigências legais. Funcionários com muito tempo de casa passam por situação ainda mais dramática. Todos conhecem alguém forçado pela empresa a se demitir, para ser contratado novamente como profissional autônomo, com salário e benefícios reduzidos. Pelo medo do desemprego, muitos aceitam trabalhar em condições piores.

O resultado desse processo perverso é que o Brasil forma gerações de trabalhadores desamparados pela lei, que se dedicam a jornadas cada vez mais longas para receber renda menor. Enraizados na economia informal, o que será deles quando precisarem se aposentar, depois de anos sem contribuir para a Previdência Social?

Diante do impasse em manter a competitividade sem onerar mais os funcionários, diversas empresas e setores econômicos apostam nas formas alternativas de contratação. Entre as mais conhecidas, estão a adoção do sistema de participação nos lucros como parte do salário e a utilização de leis como a nº 10.243/01. Essa lei criou o conceito de "salário-utilidade", composto pelo pagamento em dinheiro e por benefícios não-tributáveis em saúde, educação, transporte, e previdência privada, por exemplo.

Que ninguém espere milagres do Poder Público para interromper esse círculo vicioso. Está evidente que só resta reduzir a quantidade e o valor das contribuições sociais previstas pela legislação brasileira. Há tempos prometida, a reforma trabalhista precisa entrar urgentemente na agenda governamental ou as políticas de geração de emprego continuarão tendo efeito limitado ao discurso político.

Sylvia Romano, Advogada especializada em Direito Trabalhista

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Dr.ª Teresa Márcia

Nascimento de Morais

Cirurgiã-Dentista / Mestre-USP

 

 

CÂNCER DE BOCA

O câncer de boca é uma doença comum, sua incidência no mundo varia de país para país. No Canadá, Austrália e França as taxas são altas, e a Índia é o país de maior incidência. No Brasil, também nos deparamos com taxas elevadas, segundo o INCA – Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde, o câncer de boca é o 4º tipo de câncer mais comum no homem e o 7º entre as mulheres.

O câncer de boca é um tumor maligno que pode se desenvolver a partir de influências ambientais, particularmente as relacionadas ao estilo de vida. O uso do tabaco, consumo freqüente de bebidas alcóolicas e exposição excessiva à radiação solar são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Existem alguns co-fatores que também podem contribuir para o aparecimento deste tumor, tais como: má higiene bucal, dentes quebrados, próteses mal adaptadas, dieta pobre em vitaminas, em especial as vitaminas A, C e E.

Desta maneira, uma grande parte dos cânceres bucais podem ser evitados. Para isto é importante eliminar os fatores de risco e os co-fatores, abandonado o uso de tabaco, o consumo excessivo de álcool, e proteger-se dos raios solares, através da utilização de bloqueadores solares labiais e chapéus. Adquirir e manter a saúde bucal através de visitas regulares ao dentista, que irá orientar sobre uma adequada higiene bucal, a correta execução e freqüência do auto-exame da boca, eliminação de dentes quebrados e próteses mal ajustadas. Além de ter uma dieta balanceada, rica em frutas e verduras frescas.

Com relação ao seu tratamento é importante ressaltar que quanto mais cedo o câncer de boca for descoberto, maiores serão as chances de cura e sobrevida do paciente. A expectativa de cura do câncer de boca varia de 85% a 100% quando é diagnosticado e tratado em fase inicial. Para isto deve-se ficar atento para feridas que não cicatrizam em 2 semanas; manchas brancas, vermelhas ou negras; carnes crescidas; caroços; bolinhas duras e inchaço na boca; dificuldade para movimentar a língua; sensação de dormência na língua e dificuldade para engolir. Diante de qualquer um desses sinais é necessário um exame mais detalhado realizado por um profissional da área de saúde.

Dia 4 de dezembro de 2004 -  Sábado

 

Ratoeiras

Quem navega costumeiramente na Internet, já deve ter lido a mensagem da ratoeira.

A pedido da mulher, que viu um rato dentro da casa, o dono de um sítio comprou uma ratoeira. Apavorado, o rato procurou os outros animais. "Problema teu, eu nem gosto de queijo", disse a galinha. "O inverno vem aí e eles vão tirar minha lã", falou o carneiro. "Ih, vou ter de aumentar minha produção de leite para abastecer essa ratoeira de queijo...!", reclamou a vaca. Armada, logo na primeira noite, a ratoeira capturou um bicho. A mulher foi ver, era uma cobra, que a picou. O marido correu com ela ao médico, ele lhe fez curativos e recomendou uma canja. O marido, então, matou a galinha. Mas a mulher só piorou. Parente foram lhe visitar e, para dar de comer a eles, o marido matou o carneiro. Mas a mulher não resistiu e morreu. Então, além dos parentes, vieram também os vizinhos e conhecidos para o funeral e ao marido só restou matar a vaca para saciar o apetite de todos.

Moral (mais ou menos) da história: quando se instala uma ratoeira numa casa, nenhum morador fica totalmente a salvo.

O leitor estará se perguntando: e daí? Daí que, ultimamente, cada vez que vejo ou leio as notícias dos jornais, tenho pensado bastante em ratoeiras.

Diorindo Lopes Júnior é jornalista e autor de O Sol em Capricórnio

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Lazer

Recentemente estive em uma festa, quando uma amiga inaugurou sua nova. Esta festa fez-me refletir sobre a necessidade do lazer em nossas vidas.

Todos nós possuímos um cérebro que nos presenteia com uma inteligência suficiente para termos uma consciência e, até mesmo, questionar a própria existência. Porém o cérebro nos custa caro, consome 20% da energia que produzimos.

O funcionamento perfeito do cérebro não é tão simples. O trabalho, a rotina diária cansa e desgasta o nosso ânimo e por isso necessitamos de descanso e lazer. E a necessidade desse descanso é reconhecida desde o tempo de Moisés que instituiu o dia do descanso, o sábado (do hebraico Shabbath). Segundo a tradição judaica, até mesmo Deus descansou.

Bem, como nem todo mundo consegue juntar oitenta mil reais para comprar uma chácara bacana (preço médio da região), ainda mais ganhando uma renda mensal média de dois mil e quinhentos reais, é preciso buscar alternativas. Para isso servem clubes e áreas públicas que o município e o estado têm.

Não custa lembrar que é durante o ócio que as idéias surgem aos homens. Acredita-se que foram os humanos que não partiam à caça, mas ficavam protegendo o acampamento e a alimentação, quem observavam o ambiente e desenvolviam conhecimento. Mais conhecida ainda é a fase de grande conhecimento filosófico que os gregos desenvolveram. Observa-se pelos livros de Platão que as grandes discussões filosóficas se davam em festas. Aliás, a palavra simpósio, usada para designar as reuniões científicas e tecnológica, é uma palavra grega que significa banquete.

Ainda hoje, o lazer principal de muita gente se resume aos encontros nos bares, onde se conversa como há milhares de anos. Antigamente, o lazer das pessoas, em geral, era idêntico, só que não nos bares, mas nas casas, ou seja, visitava-se amigos e parentes com muito mais freqüência com que fazemos hoje.

Na verdade, o nosso comportamento "educado" faz-nos, cada vez mais, solitários, isolados uns dos outros, quando deveríamos promover o encontro, a união. Está aí uma função que a Igreja cumpre com maestria. Talvez seja a explicação para os melhores níveis de qualidade de vida para as pessoas religiosas

E não se pode falar em lazer sem falar de sexo. Talvez seja o melhor lazer que o ser humano tenha. Ao menos para os homens, que não engravidam e não têm tanto senso de responsabilidade paterna quanto as mulheres, veja-se quantos homens abandonam suas companheiras e seus filhos.

De acordo com diversas pesquisas, destacando as da Universidade de Maryland e de Chicago, cabe lembrar que o lazer sexual é melhor aproveitado pelos casados, pelos católicos, pelas pessoas progressistas. Ahhhh! Você tem posições conservadoras (qualquer do duplo sentido)? Há! Há! Há! Pague o preço por ser otário. Burrice custa caro!

A visão do relacionamento afetivo da mulher é ligeiramente diferente para o homem. Um quer carinho o outro sexo. Os homens têm prazer fácil (rapidinho, né?), as mulheres nem tanto (quando têm, certo?). Quando em uma sociedade (o casal) só um sócio (o homem) ganha (prazer) e o outro perde (satisfação), a firma (o casamento) vai a falência (separação ou apatia ou desprezo ou ódio).

Jack Nicholson diz que não tem relações sexuais com suas fãs, prefere pagar prostitutas. Motivo? Pode mandá-las embora quando bem entender. Muita gente resolve sua diversão sexual pagando prostitutas ou mantendo amantes (pagando com presentes). De qualquer modo, as amantes e prostitutas sabem o que o homem quer, as esposa também sabem mas, no geral, não fazem. Também querem, com direito e com razão.

Talvez a diferença entre os homens e mulheres seja algo providencial, algo que complemente a relação e torne a vida a dois melhor e mais rica (e melhor sexo!). Nada melhor que a sinceridade para confessar (como nisso os católicos são bons, está explicado seu sucesso sexual) o que quer e procurar alegrar a vida do outro. Isso é amor, fazer o outro feliz (que é a essência do cristianismo). O egoísta acaba solitário (mulheres, aprendam a escolher bem). É a vitória do amor (magnânimo) na diversão humana. Quanto mais amor...

Mário Eugênio Saturno é Tecnologista, Professor e congregado mariano

Dia 3 de dezembro de 2004 -  Sexta-feira

 

Dr.ª Teresa Márcia

Nascimento de Morais

Cirurgiã-Dentista / Mestre-USP

 

 

Diabetes e suas manifestações bucais

Diabetes Mellitus é uma doença conhecida há longa data. Em documentos médicos egípcios datados de 1550 a.C., já havia referências da doença. Atualmente é um problema de saúde que causa preocupação, pois atinge um número considerado de pessoas em todo o mundo, sendo que, cerca de metade dos pacientes diabéticos desconhecem seu diagnóstico. O diabetes está relacionado a complicações crônicas debilitantes, encurtamento de vida útil e aumento de mortalidade.

O paciente diabético apresenta ausência, deficiência ou ineficiência de insulina no organismo. A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas responsável pela utilização da glicose (açúcar) como a principal fonte de energia do organismo. Esta falha da insulina leva a uma hiperglicemia crônica (altas taxas de açúcar no sangue) provocando dano, disfunção e falência de diversos órgãos, especialmente dos rins, olhos, nervos, coração e vasos sanguíneos.

O Diabetes Mellitus é também um importante fator de repercussão na cavidade bucal, uma vez que apresenta condições propícias para a ocorrência de uma série de complicações que podem assumir grande importância por comprometer a qualidade de vida do portador do diabetes ou interferir no controle e curso da doença, predispondo ao agravamento de outras complicações crônicas diabéticas.

Entre as alterações decorrentes do diabetes mais relevantes na cavidade bucal estão:

- Doença periodontal (infecção na gengiva) – Uma das principais complicações do diabetes na cavidade bucal e como qualquer outro tipo de infecção, pode dificultar o controle do diabetes agravando ainda mais a doença;

- Xerostomia (diminuição do fluxo salivar) - Pode causar úlceras, língua fissurada, cárie etc.;

- Mau hálito – Hálito cetônico;

- Abscessos recorrentes;

- Dor e/ou queimação na língua e mucosas;

- Infecções por germes oportunistas (por exemplo, candidíase e herpes simples);

Entre muitas outras alterações. Tais distúrbios não comprometem diretamente a sobrevida de indivíduos diabéticos, mas podem, além de interferir na qualidade de vida, deteriorar o controle metabólico do diabetes, predispondo ao agravamento de outras complicações crônicas diabéticas.

Também observa-se que pessoas com controle deficiente do diabetes podem apresentar doenças mais severas na gengiva ocorrendo perdas dentárias mais rápido do que as pessoas com bom controle metabólico.

Em função das múltiplas e freqüentes manifestações bucais apresentadas pelo portador de Diabetes Mellitus, uma terapia multidisciplinar incluindo consultas odontológicas com reavaliações periódicas (de 3 em 3meses) é mandatória e essencial no sucesso do tratamento dos pacientes diabéticos, para devolver-lhes saúde e qualidade de vida.

Dia 2 de dezembro de 2004 -  Quinta-feira

 

Milton Ferreira

Ex-prefeito e professor

 

 

Isto é o Espiritismo

O Editorial do jornal "Verdade e Luz", da USE - Ribeirão Preto, de dezembro, traz interessante conceitos sobre o Natal.

Dezembro chega e com ele mudança no clima, nas pessoas, nas relações entre si.

Tudo começa pelo comércio, que decora suas vitrinas, iluminando ainda mais suas lojas, fazendo promoções de todo tipo, inclusive aquelas que permitem ao comprador "pagar no ano que vem".

Os meios de comunicação se associam, principalmente a televisão, que também, no objetivo de vender, utiliza-se do período, incentivando a troca de presentes, uma vez que a propaganda subliminar insinua que quem ama presenteia, dificilmente deixando de contaminar.

Apesar dessa disposição momentânea, exterior, o afã, a preocupação em fazer feliz, agradar, ir de encontro aos sonhos do outro, transforma pessoas, muda o meio, gerando clima de alegria na qual a fraternidade é sentida, até no bom ânimo que as pessoas revelam umas com as outras, desejando-se bom dia, bom Natal, ao jornaleiro, ao caixa do supermercado, até ao desconhecido. Afinal, é Natal...

Passado, porém, dezembro, sai de cena a ilusão, retorna a realidade, refletindo que Jesus ainda não é integrado na consciência profunda que organiza os procedimentos reais.

As comemorações do Natal, nos moldes que se processam, alertam, chamando-nos para que atinjamos um estado ideal de vivência.

A lembrança do Natal de Jesus convida a que se vença velhos vícios, educando sentimentos, pensamentos e ações, para que esplenda o homem novo nas atitudes que exteriorizem esse íntimo anseio, através dos sentimentos solidários a se projetarem nos olhares, nos sorrisos encorajadores, frutos das decisões centradas nos ensinamentos do Mestre.

Nesse sentido, Jesus e o Natal não se fecham em uma época ou mês, mas, atual, faz-se imprescindível para que se resolva primeiro as necessidades espirituais nos paradoxos vários em que cada um se detém.

As formas de comemoração do Natal que chega, ficam ao bom senso de cada um, destacando-se, porém, a importância do aniversariante - Jesus, sempre no amoroso convite para que se busque viver os esplendores da existência nas realizações em que Ele se torne presente no dia-a-dia dos tempos.

NOTÍCIAS

* Neste sábado, dia 4, teremos a esperada 18ª Feira do Artesanato da Sociedade Espírita "25 de Dezembro". Começa às 9h00, e vai até às 14h00. Mas, se não chegar cedo, encontrará pouca coisa, já que os preços, o capricho, a beleza são uma loucura...

* Também neste sábado, no Lar da Criança, das 10h00 às 14h00, haverá o Festival da Pizza, em quatro opções de sabores e ao preço de R$ 8,00. Busque a sua e ajude o Lar.

* Ainda neste sábado, das 14h00 às 18h00, a ACEOB realiza seu 13º Festival do Sorvete. São 2 litros de sorvete, a escolher o sabor, por R$ 7,00. Na avenida 15, nº 047 (ruas 2 x 02).

* Na mensagem evangélica de domingo, às 9h30, na Sociedade Espírita "25 de Dezembro", estará falando Maria Augusta Rios.

PENSAMENTO DA SEMANA

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!". Dalai Lama.

Dia 1º de dezembro de 2004 -  Quarta-feira

 

Célia Moreira Menezes da Silva.

Coordenadora do Prog. Mun. DST/HIV/AIDS. SAE - SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA.

AVENIDA 25, RUAS 32X34, 1410 – CENTRO. TEL/FAX: (17)3322:9658. Barretos/SP.

 

 

"Dia Mundial de Luta contra a AIDS"

Dia 1. º de dezembro de 2.004, o mundo todo estará com os olhos voltados para os assuntos que envolvem uma doença que explodiu no início dos anos 80, com alvo discriminatório mirando os homossexuais e que hoje sua transmissão atinge todas as idades, raças, cores e etnias.

Estamos falando do HIV/AIDS – "Dia Mundial de Luta contra a AIDS".

Obtivemos grandes avanços nacionais como quebra de patentes; produção de medicamentos em laboratórios brasileiros, distribuição destes gratuitamente aos usuários; melhoria na qualidade de vida dos mesmos; maior cobertura na transmissão vertical (Mamãexbebê), devido ao pré-natal c/ diagnóstico precoce; disponibilização do preservativo masculino monitorado, tanto para o adolescente quanto para o adulto; discussão das distrofias e lipodistrofias que interferem na auto-estima do soropositivo; Implementação em Projetos Estratégicos como HSH – Homens que fazem Sexo com Homens, UDI – Usuários de drogas Injetáveis e PSX – Profissionais do Sexo.

Por outro lado nos bate uma profunda interrogação: _ Porque está crescendo o número de mulheres infectadas com o HIV ou já aparecendo com o diagnóstico AIDS?

Por mais que tentamos trabalhar com este dado está ficando cada vez mais difícil de acreditarmos que nossas meninas estão ficando grávidas e se contaminando com seus esposos, companheiros e namorados "fixos".

Então significa que todo o trabalho do Programa Nacional, Programa Estadual e Municipal não estão atingindo seus objetivos?

SIM E NÃO. Explicamos que sim, por tudo acima citado, e não, porque é muito difícil dizer NÃO para o que nos dá prazer, como também é muito difícil negociar o uso do preservativo com nossos parceiros e ainda mais quando o famoso chavão é dado como desculpa: _ "Não uso camisinha, pois é como chupar papel com bala"; "Ou não dá tempo de colocar na hora H", entre outros.

É extremamente complicado para nós, profissional de saúde, que trabalhamos com mudança de comportamento e militamos nesta causa, respondermos quando alguém nos faz a seguinte indagação: _ "Porque a AIDS não diminui?", aí então respondemos que é uma questão de compromisso consigo mesmo, de reflexão, sensibilização, mudança comportamental, entre outros.

Consciência todos tem que fazer sexo sem o uso do preservativo é arriscado a contaminar-se com uma DST (Doença Sexualmente Transmissível); obter uma gravidez indesejável; Contaminar-se com uma Hepatite B e C ou HIV/AIDS.

Mas, qual de nós, "atire a primeira pedra", que tem o hábito de usar camisinha em todas as suas relações sexuais?

Então, neste 1.º de dezembro de 2.004, o Brasil se volta para a contaminação crescente do HIV nas Mulheres brasileiras, isto é, houve uma feminização e heterosexualização da epidemia, comprometendo o papel da mulher como cuidadora da família e na maioria das vezes, no papel de provedora, cabeça da família.

Segundo depoimento da Dr.ª Maria Beatriz Dreyer Pacheco, 54 anos, que soube da sua soropositividade em 1.997, logo após a morte de seu esposo, e estando casada novamente, perguntou para si mesma? _ "E agora?", tudo veio abaixo.

Carinhosamente, seu companheiro lhe disse: _ "Velhinha, vamos fazer deste limão, uma limonada! Eu te amo muito e, juntos, vamos gritar aos quatro ventos que é possível ser feliz mesmo infectado com o HIV".

E em Barretos? Também não é diferente, já neste ano tivemos 10 casos notificados em mulheres, para 04 casos em 2.003 de HIV, classificadas em jovens adultas, isto é, fase reprodutiva e produtiva.

Em relação a AIDS neste ano, tivemos 07 casos notificados que comparado com o ano de 2.003, obtivemos 18 casos, logo se vê que houve uma diminuição, devido estar havendo o diagnóstico precoce para o HIV e á passos de tartaruga vamos fazendo parte desta história.

Usar preservativo no Século 21 significa lidarmos com preconceitos e desconfianças, ainda mais falarmos em educação sexual nas escolas e dentro de nossos lares, mas, nós temos o compromisso de SABER VIVER, somos educadores em saúde preventiva, e esta é a melhor maneira de honrarmos o dom mais precioso que DEUS nos deu:

"A VIDA".

Dia 30 de novembro de 2004 -  Terça-feira

Dia 28 de novembro de 2004 - Domingo

 

A coleta do lixo em Barretos

A comunidade urbana de Barretos gera 80 toneladas de lixo por dia, quase 1 quilograma por habitante e esta quantidade tende a aumentar.

Para equacionar o problema, o poder público municipal precisa recorrer a modos eficientes de gestão ambiental e são necessárias ações educativas para incentivar a população a produzir menos lixo.

Infelizmente e cidade não tem coleta seletiva institucionalizada do lixo. Apenas há alguns catadores informais e independentes que realizam este trabalho.

É feita apenas a diferenciação entre lixo hospitalar e domiciliar, sendo que 60% deste último é composto de material orgânico que poderia ser utilizado como adubo após sofrer processo de compostagem. O lixo domiciliar, que inclui o produzido nos estabelecimentos comerciais urbanos, é coletado em caminhões compactadores e o hospitalar em caminhonetes do tipo baú.

Coletar significa recolher nas ruas o lixo que foi acondicionado por quem o produziu, para encaminhá-lo, mediante transporte adequado a uma possível estação de transferência para eventual tratamento, e depois à disposição final.

Em comunidades urbanas, a coleta é absolutamente necessária para evitar inúmeros problemas de saúde. A coleta e o transporte do lixo domiciliar produzido em imóveis residenciais, em estabelecimentos públicos e no pequeno comércio de uma cidade são de responsabilidade do governo municipal e, em geral, efetuados pelo órgão municipal encarregado da limpeza urbana.

Para estes serviços os municípios podem usar recursos de mão de obra e equipamentos próprios da prefeitura, de empresas contratadas para este fim ou também sistemas mistos, como aluguel de viaturas e utilização de mão de obra da prefeitura. Em Barretos o serviço é feito por uma companhia especializada.

Estabelecimentos que produzem mais de 180 litros de lixo por dia são chamados "grandes geradores" e devem custear a remoção dos seus resíduos, contratando empresas particulares, devidamente cadastradas e autorizadas pela prefeitura.

Durante a "Festa do Peão de Barretos", devido à vinda de mais de meio milhão de turistas, aumenta muito a quantidade de resíduos sólidos, principalmente em hotéis, restaurantes, bares etc..

A coleta de lixo domiciliar deve ser efetuada em cada imóvel, sempre nos mesmos dias da semana e em horários regulares. Somente assim os cidadãos criarão o hábito de acondicionar o lixo em recipientes ou embalagens adequados e colocá-los nas calçadas, em frente aos seus imóveis, nos dias e horários estabelecidos para o recolhimento.

Desta forma, o lixo domiciliar não ficará exposto a não ser pelo tempo necessário à execução da coleta. Tendo a convicção de que ocorrerá o recolhimento no momento esperado, a população não jogará lixo em qualquer local, evitando prejuízos do aspecto estético dos logradouros e principalmente colaborando para a saúde de todos, inclusive de animais domésticos.

O tempo de permanência do lixo no logradouro é um assunto que merece especial atenção em cidades turísticas devido aos aspectos estéticos, emissão de odores e atração de vetores de transmissão de doenças em humanos e animais.

A regularidade da coleta é portanto um dos mais importantes atributos

do serviço.

Acordos internacionais estabelecem que o tempo decorrido entre a geração do lixo domiciliar e seu destino final não deve exceder uma semana para evitar proliferação de moscas, aumento do mau cheiro e a incidência de animais roedores, insetos e outros. A freqüência mínima de coleta admissível em país de clima quente como o Brasil é de três vezes por semana.

Barretos atende a estas disposições. O lixo não fica armazenado por mais de um dia. É transportado para o aterro sanitário e coberto com terra ao final de cada dia.

Aqui a coleta é feita em dois turnos, um começando às 7 horas e outro às 19 horas, de segunda –feira a sábado.

Na região central, onde predomina o comércio, a coleta é diária e noturna, quando as ruas estão com pouco movimento. Nos bairros residenciais ela é feita durante o dia, 3 vezes por semana. Parcela significativa da população habita conjuntos de edifício residenciais com no máximo 4 andares. Nestes locais a coleta é feita diariamente e durante o dia.

O trabalho noturno requer uma série de cuidados com relação ao controle de ruídos. As guarnições devem ser instruídas para não alterar as vozes.

O comando de anda / para o veículo, por parte do líder, deve ser efetuado através de interruptor luminoso adicionado na traseira do veículo e o silenciador deve estar em perfeito estado. O motor não deve ser colocado em alta rotação para apressar o ciclo de compactação, devendo existir um dispositivo automático de aceleração, sempre operante. Veículos mais modernos e silenciosos talvez até elétricos serão necessários no futuro para atender às crescentes reclamações da população, especialmente nos grandes centros urbanos.

Em Barretos a coleta de lixo é feita de modo bastante razoável mas é necessário que sejam implantadas medidas para diminuição da geração de lixo. Uma das medidas mais urgentes é a coleta seletiva e a organização dos catadores em cooperativas para facilitar o acesso aos grandes compradores de produtos recicláveis.

Aparecida Donizete de Lima, Sheila Horácio, alunas da UNIFEB

Dia 27 de novembro de 2004 - Sábado

 

Zé Gai e a natureza

Zé Gai ( 1952-1998) era de Aquário, viveu nos tempos piscianos e defrontou-se com sua era. Livre como o vento, não se prendeu às amarras alienantes e conseguiu ser feliz. Performances artísticas registradas em telas são o legado e a prova do seu interesse pelos seres humanos e nosso habitat.

O amor ao mundo vegetal é um aspecto interessante em sua vida e obra. Uma grande constância e homogeneidade estão presentes em suas realizações quase que exclusivamente com temática voltada para a natureza. Nos anos 60 impregnou-se de idéias naturalistas. Eram os tempos hippies. Não que ele tenha sido um deles, mas a atmosfera de paz, amor, rock and roll, hinduismo dizia muito à sua jovem índole em formação.

Nos anos 70 morou em São Paulo. Teve então a oportunidade de conviver com a arte de vanguarda, o consumismo, muita gente, barulho. Não se impressionou. Sentiu-se incomodado. Voltou para Barretos onde continuou sua produção e o contato mais direto com as plantas, terra, sementes e germinação.

O fascinante microcosmo do mundo vegetal exigia dele um espírito minucioso, pronto a se tornar humilde diante do mais humilde fiapo de erva. Dedo verde, dedicou-se à jardinagem conseguindo planejar e executar criativos jardins, com esculturas, pedras e pássaros de madeira entremeados na vegetação.

Orgulhava-se de Barretos. Pintava suas paisagens, seus contôrnos planos, seus lugares humildes, seus marcos históricos. Bucólicas paisagens, cheias de sol e energia: nas cores suaves, nos toques discretos, nos efeitos abstracionantes.

Não se interessava por retratos ou figuras. Era exigente demais no realismo que precisava captar dos modelos e jogar na tela. Apenas algumas aves ocasionais dão seus gritos pelos panôs carregados de tropicalismo (araras, tucanos, cajus, orquídeas, samambaias, coqueiros...)

Sua produção com tendência mais contemporânea está nos móveis e objetos que passavam, em suas mãos, por envelhecimento, pátina, marmorizado, decapê e saiam redimidos para nova performance.

Ele nos legou sua bela obra, não muito vasta, onde expôs cores , formas e impressões.

Quando era interpelado por não apresentar uma pintura mais contemporânea , Zé Gai dizia "eu quero pintar, não fazer filosofia".

Desfrutemos então sua pintura. Cores suaves, beges, azuis, verdes e rosas. Flores, muitas flores, pássaros, árvores, rios e mares, casas coloniais entre bananeiras. Formas claras, leves, espaçadas e assimétricas.

Feita com destreza ela se prende a um realismo apenas suficiente para lembrar que a perenidade das coisas está mais na essência. Os seus quadros irradiam vibrações cromáticas positivas. Sementes, essas obras fazem brotar em nós respeito pela natureza, prazer estético, e idéias que o pintor não queria...

Pedro Perozzi

Dia 26 de novembro de 2004 - Sexta-feira

 

Isto é o Espiritismo - Milton Ferreira, ex-prefeito e professor

+-"É assim, esperando com paciência alcançou a promessa". - Paulo (Hebreus, 6:15)

"A esperança de atingir a paz divina, com felicidade inalterável, vibra em todas as criaturas.

O anseio dos patriarcas da antiguidade é análogo ao dos homens modernos.

O lar coroado de bênçãos.

O dever bem cumprido.

A consciência edificada.

O ideal superior convenientemente atendido.

O trabalho vitorioso.

A colheita feliz.

As aspirações da alma são sempre as mesmas em toda parte.

Contudo, esperar significa persistir sem cansaço e alcançar expressa triunfar definitivamente.

Entre o objeto e a meta, faz-se imperativo o esforço constante e inadiável.

Esperança não é inação.

E paciência traduz obstinação pacífica na obra que nos propomos realizar.

Se pretendes materializar os teus propósitos com o Cristo, guarda a fórmula da paciência como a única porta aberta para a vitória.

Há sofrimento em teus sonhos torturados? Incompreensão de muitos em derredor de teus desejos? A ingratidão e a dor te visitam o Espírito?

Não chores perdendo os minutos, nem maldigas a dificuldade.

Aguarda as surpresas do tempo, agindo sem precipitação.

Se cada noite é nova sombra, cada dia é nova luz.

Lembra-te de que nem todas as águas se acham no mesmo nível e nem todas as árvores são iguais no tamanho, no crescimento ou na espécie.

Recorda as palavras do apóstolo dos gentios.

Esperando com paciência, alcançaremos a promessa.

Não te esqueças de que o êxito seguro não é de quem o assalta, mas sim daquele que sabe agir, perseverar e esperar por ele".

NOTÍCIAS

* Neste domingo, às 9h00, na Sociedade Espírita "Amor, Fé e Caridade", a USE - Intermunicipal de Barretos estará recepcionando as USEs de Ribeirão Preto, São Joaquim da Barra, São Carlos, Bebedouro, Matão, Araraquara e Jaboticabal, na reunião regional, que acontece a cada três meses. Após, haverá um almoço de confraternização.

* Prossegue a VII Jornada Espírita: Hoje, Olívio Nascimento Souto falará na Casa Espírita "Missionários da Luz"; dia 29, encerrando a Jornada, teremos as seguintes palestras; José Alves Bonfim, no Centro Esp. "João Batista", em Jaborandi; Suzete Estevam, na Casa Assistencial "Trabalhadores da Última Hora"; Edson Marcondes de Souza, na ACEOB e Elza Ferreira de Araújo Dionízio, no Centro Esp. "Nelson Ferreira de Araújo", em Colina. O tema é: "O Céu e o Inferno".

* Dia 04 de dezembro, a Sociedade Espírita "25 de Dezembro" realizará sua 18ª Feira do Artesanato, das 9 às 14 horas. Imperdível!

PENSAMENTO DA SEMANA

"Para garantir a fortaleza do nosso coração, contra o assédio do mal, é imprescindível que saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem". Emmanuel.

Dia 25 de novembro de 2004 - Quinta-feira

 

Wilson Baroni

é colaborador do JBR

 

Épocas

Sonhei que estava com meus pais. Estavam com amigos, alguns dos quais conheci em vida, num ambiente de grande pureza.

Disse-me, meu pai: meu filho, "morrer depois de realizar um grande sonho, como fizemos, eu e sua mãe, é receber a morte como um prêmio maravilhoso". Partimos um pouco cedo, foi verdade, mas já estava finda a nossa missão. Meu filho, aqui as visitas são curtas e o seu tempo se esgotando. Ao voltar, viva com nobreza e serenidade o tempo que lhe resta.

A sua razão e lógica em arbitrar os acontecimentos como você o faz, não combina com nossos ensinamentos. Você tem que aprender a relevar muita coisa na vida. Eu e sua mãe passamos por esses momentos, tendo a razão contestada e o coração agredido, mas conseguimos e superamos a dor torturada pela angústia. DEUS, meu filho, não escolhe meios ou processos para definir essas questões, assim como definir as mudanças e evoluções humanas. ANTEONTEM, a grande e devastadora arma de guerra era o aríete; ONTEM, o homem pisou na lua, com a intenção de estabelecer suas bases científicas e de guerra devastadora e impiedosa, controladas na terra por formidáveis computadores; HOJE, a humanidade mergulhou numa dimensão de violências e de dúvidas; AMANHÃ, DEUS, que prediz com sabedoria sua vontade, poderá revelar essas dúvidas e aumentar a FÉ, enfraquecida.

A vontade de DEUS, é incógnita! A alma, uma verdade! Meu filho, olha pra baixo e verá todo o mundo sob seus pés, com essa visibilidade deslumbrante. Daqui, tudo vemos, tudo sabemos e tudo podemos, com a graça e permissão de DEUS. Nada no mundo se faz sem o SEU conhecimento.

Meu filho, toda a alma tem uma missão na terra, para realizar o que desejar: esse é o livre arbítrio. Ninguém nasce gênio ou predestinado, porque a vida é uma só, podendo ser revivida várias vezes, sendo essa mais uma condição permitida para que a alma consiga seu intento...para o BEM ou para o MAL. DEUS tem na verdade seus preferidos e que passaram pelas fases de purificação, e a esses é dado o poder e a força de assombrar o mundo com suas obras e descobertas científicas, antecipadamente conhecidas.

Essas são as almas obreiras e executoras da vontade de DEUS!

Meu filho, existe sim, o outro lado, aquele que DEUS, designou como o oposto. São os espíritos maus, se revestem de dupla personalidade...pensam em consolidar sua supremacia na terra, pois se acham mais desenvolvidos e mais ricos e dominam seus semelhantes mais humildes. Para que existam aqueles é preciso que desapareçam estes. Essa diferença é a tristeza infinita.

Meu pai, porque DEUS não equipara o mundo?

Não posso responder a isso, mas é necessário que existam os dois...como eu disse, outro reino que é a morada das almas pretensiosas.

O BEM e o mal se digladiarão infinitamente, até que os homens se entendam, se amem e se sintam iguais. Essa é a vontade de DEUS. Meu filho, CRISTO, o DIVINO, o ELEITO, não voltará para julgar os homens. Vá , meu filho, e que DEUS o olhe.

Acordei...olhei em volta...tudo fora um sonho. Orei: Senhor, lavai-me todos meus pensamento, para que minha alma, emergindo da pureza, possa assistir o espetáculo matutino da transição da noite que se despede, entregando ao novo dia, a força e a magia do renascer. É do que precisa minha alma!

Dia 24 de novembro de 2004 - Quarta-feira

 

O poder da leitura

Após inaugurar mais uma biblioteca das dezenas que temos instalado em cidades do interior de São Paulo e na capital, fui abordada por um garoto de uns oito anos de idade que se apoiou no vidro do carro e perguntou: "Tia, tem uma bala aí?". Pensei e respondi: "Não tenho bala, mas vou lhe dar uma coisa muito melhor. Se você atravessar a rua, logo ali, encontrará uma biblioteca e poderá escolher um dentre os vários livros infantis que ela possui. Você pode levá-lo para casa, ler e depois devolve-lo". Ele olhou para mim desconfiado e disse: "Mentira, você acha que vão me deixar levar para casa?". Insisti que fosse ver. E o garoto, um pouco incrédulo, mas animado, correu para o outro lado da rua com o desejo de escolher o seu livro, encantado pela proposta.

O episódio me fez refletir sobre como podemos incentivar crianças e jovens a encontrar na leitura um encantamento. Essa é uma tarefa que pode ser realizada por adultos e, principalmente, por quem tem a missão de educá-los, os professores. No entanto, a realidade em que vivemos não é bem essa. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paulo Montenegro no ano de 2001 mostra que apenas 26% dos adultos são capazes de ler e entender um livro. Outra pesquisa, de resultados ainda mais desanimadores, da Confederação dos Trabalhadores em Educação, relata que 60% dos professores do País não têm o hábito da leitura.

O Brasil também obteve uma classificação muito ruim na recente avaliação de qualidade da Educação do Saeb (2003). A média de desempenho dos estudantes de 4ª série, em leitura e interpretação de textos foi de 169,4 pontos - número que indica uma melhora em relação a 2001. Entretanto, a média mínima satisfatória para quatro anos de escolarização é de 200 pontos. Os especialistas são unânimes em afirmar que esta triste performance se deve ao fato de que nossa juventude não tem o hábito de ler por prazer.

Os meios de comunicação de massa certamente cooperam com tal realidade. A televisão brasileira tem tirado não só crianças e jovens da possibilidade do uso do tempo livre para leitura, como suas mães, que tiveram outrora o papel de ler em voz alta para crianças pequenas e despertar o interesse para relatos dissociados de imagens.

Da mesma forma, muitos professores não familiarizados com o universo dos livros, mas especializados em ensinar Português e Literatura, tendem a reforçar a visão de que leitura e prazer são mutuamente excludentes.

Há um certo consenso de que leitores surgem de famílias que lêem regularmente ou de um trabalho competente em salas de aula. Por isso é essencial que nossos professores sejam qualificados para que adquiram a paixão pela leitura e transmitam esse encantamento às nossas crianças. Como especialista em políticas públicas e ocupando o posto de Secretária da Cultura do Estado de São Paulo, pude olhar para a política cultural como a ação do Estado frente às necessidades da população, estruturada por faixa etária. Desta maneira, formatamos, em parceria com a Secretária Estadual da Educação, programas voltados ao aprimoramento dos educadores. As ações vão de cursos centrados no acervo da Pinacoteca, passa por ensaios abertos da OSESP, até peças de teatro encenadas ou apresentação de poesias para professores. Espera-se, assim, além de ajudar na formação desses profissionais mais aptos a entender a contemporaneidade em suas múltiplas expressões, permitir que possam ser um instrumento de encantamento para seus alunos.

Um jovem que não lê, não perde apenas a oportunidade de se encantar. Além da perda do prazer estético e do entretenimento, não tem acesso a informações vitais para constituir-se em cidadão independente e participante e torna-se apto a ser constantemente manipulado. A leitura pode proporcionar a autonomia necessária ao verdadeiro exercício da cidadania.

Claudia Costin é Secretária de Estado da Cultura. 

Foi Ministra Federal da Administração Pública e Reforma do Estado (gestão Fernando Henrique Cardoso)

Dia 23 de novembro de 2004 - Terça-feira

Dia 21 de novembro de 2004 - Domingo